A importância do investidor-anjo

O artigo escrito por Faria, Cendão & Maia Advogados, escritório focado em assessoria jurídica para startups e empreendedores, revela o perfil do investidor-anjo e a sua importância no ecossistema de inovação.

O início de toda atividade empresarial é complicado: demanda investimento financeiro e técnico. Neste contexto, no âmbito das startups, esses fatores são ainda mais complexos, porque, geralmente, tais negócios nascem em ambientes informais e nem sempre com as verbas necessárias para o desenvolvimento do projeto. É diante desse cenário que se revela a o investidor anjo. Frente a necessidade de organização para o desempenho da atividade, cabe destacar a importância do recebimento de aportes financeiros para o crescimento de alguns projetos. Afinal, nem sempre os sócios possuem dinheiro para investir e desenvolver por bootstrapping (com recursos próprios). Acompanhando essa problemática, […]

O início de toda atividade empresarial é complicado: demanda investimento financeiro e técnico. Neste contexto, no âmbito das startups, esses fatores são ainda mais complexos, porque, geralmente, tais negócios nascem em ambientes informais e nem sempre com as verbas necessárias para o desenvolvimento do projeto. É diante desse cenário que se revela a o investidor anjo.

Frente a necessidade de organização para o desempenho da atividade, cabe destacar a importância do recebimento de aportes financeiros para o crescimento de alguns projetos. Afinal, nem sempre os sócios possuem dinheiro para investir e desenvolver por bootstrapping (com recursos próprios).

Acompanhando essa problemática, é muito difícil conseguir empréstimos junto a instituições financeiras ou bancos de fomento a atividades comerciais. Soma-se isso ao fato dos juros dos contratos de mútuo nem sempre serem favoráveis, o que pode culminar na consolidação de uma dívida que inviabilize a startup.

Nesse momento, entra em cena a figura do investidor-anjo, o qual vem sendo cada vez mais prestigiado por sua importância nos ecossistemas de inovação.

O Investidor Anjo é uma figura atípica na relação empresarial. Isso porque, ele tem um papel singular, podendo participar de inúmeras formas no empreendimento.

Dentre suas características e atividades estão a realização de aportes financeiros na startup em fase inicial, auxílio aos empreendedores atuando como um mentor ou conselheiro, participação ativa na gestão do projeto, recebimento de percentuais sobre o lucro ou participação acionária, entre outras, tudo isso sem se tornar sócio formal do empreendimento.

E esse é o grande perfil do investidor-anjo, fomentar o crescimento da startup com capital e conhecimento, sem se vincular a ela, minimizando assim seus riscos caso a atividade não progrida.

A principal função do anjo é de fomentar o crescimento da startup. E, por isso mesmo, ele costumam aparecer na vida das startups promissoras para viabilizar o negócio e auferirem lucro e reconhecimento com a operação.

Alguns casos deste tipo de investimento são conhecidos em todo o mundo, dos quais destacamos o da Google, Facebook e Apple.

No caso da Apple, o investidor anjo chamado Mike Makkula, que era ex gerente da Intel, teve um papel fundamental de apoio para garantir o sucesso da marca, tanto com aportes financeiros, quanto como um mentor dos empreendedores.

Cabe relembrar que a Apple, em menos de 3 (três) anos de funcionamento já tinha mais de 1.000 (mil) funcionários, com um faturamento de aproximadamente 200 milhões de dólares.

Apesar disso, a função do anjo não é apenas a de investir dinheiro na empresa, mas também emprestar experiência, conhecimento, aprendizado. É também, trazer para o projeto a sua rede de contatos, aumentando de forma significativa as chances de sucesso da startup.

Neste contexto está a ideia de Smart Money (do inglês, “dinheiro inteligente”), uma vez que é de extrema importância para a startup que o investidor também consiga agregar conhecimento, networking e experiência, além do capital aportado, razão pela qual os investidores que já tenham envolvimento no ramo de atuação da startup são mais interessantes.

Atualmente, tendo em vista a importância de investimentos para estes projetos inovadores, a legislação vem criando mecanismos que facilitam a captação desse tipo de recurso. Um bom exemplo é a Lei Complementar n. 155/2016, a qual possibilita o recebimento de investimento pelas sociedades, sem necessidade do ingresso do investidor no quadro societário da startup, além de afastar a responsabilidade em relação aos riscos da atividade.

Por Faria, Cendão & Maia Advogados

Conteúdo Startse

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Área do Associado