Gávea Angels recebe Sergio Bocayuva no 38º Fórum de associados e anuncia nova regional em São Paulo

Grupo se prepara também para primeira missão empresarial, em Boston

Com o objetivo de capacitar investidores anjos, o 38º Fórum de associados do Grupo Gávea Angels reuniu xx convidados, que assistiram à palestra do empresário Sergio Bocayuva, ex-Mundo Verde e novo CEO da Usaflex, conheceram a experiência de Marco Fisbhen, CEO da Descomplica, uma das empresas investidas pelo grupo, e ouviram três pitches de startups em busca de investimentos. O encontro foi realizado no dia 10, no Novotel, em Botafogo, no Rio de Janeiro.

Com boas expectativas para 2017, a presidente Camila Farani, uma das investidoras que participa do programa Shark Tank Brasil, exibido no Canal Sony, anunciou que o Gávea Angels se prepara para o lançamento de uma nova regional, em São Paulo, no dia 5 de maio.

Aos 12 anos de atividades, o grupo está também com data marcada para a sua primeira missão empresarial, com participação no Investor´s Week, entre os dias 03 e 07 de abril, em Boston, nos EUA.

A profissionalização dos investidores é uma das metas deste ano e, para isso, além dos fóruns e da missão internacional, será lançada uma nova plataforma digital para atender aos associados. Sobre os encontros, Camila explica que são uma oportunidade de aprendizado com grandes nomes do mercado brasileiro.

“O primeiro evento do ano foi muito produtivo, houve um grande ganho de aprendizagem. Queremos nutrir cada vez mais o desenvolvimento intelectual do investidor ”, afirmou Camila, que lembrou da experiência de trabalhar com Sergio Bocayuva. “Eu sou uma fã do Sergio. Eu o conheci quando tinha 23 anos e no primeiro contato que tive com ele falei ‘eu quero trabalhar com você nem que seja de graça’. Quando teve uma oportunidade, ele me convidou para ser diretora e sócia do Mundo Verde e isso mudou a minha vida”, contou.

Sergio Bocayuva: O investidor precisa conhecer o negócio e participar da gestão direta ou indiretamente

Saber aliar a experiência profissional com o olhar atento às tendências do mercado é uma das premissas para quem hoje está à frente de um negócio. Pelo menos é o que indica Sergio Bocayuva, que contou a sua experiência na Usaflex, recém-adquirida pela WSC Participações S.A, que obteve 69% do controle de sua operação em parceria com o co-investidor. A empresa é controlada pelo fundo de Private Equity Axxon Group.

Em sua estratégia de condução dos negócios da Usaflex, o executivo anunciou que haverá investimentos em BI (Business Intelligence) e mídias sociais focadas em atender aos diferentes perfis dos consumidores. Outra medida de Bocayuva foi lançar um posicionamento da marca: “Usaflex é a maneira mais confortável de estar na moda”. Assista ao vídeo da nova campanha.

O empresário entende que é preciso conhecer de perto todas as etapas de produção e vendas do produto, principalmente no varejo, já que 80% da experiência do consumidor está no ato da compra. O recado vale também para os investidores anjos.

“O investidor tem que estar presente na gestão de forma direta ou indireta. Tem que de fato complementar e agregar valor. Eu acho que aquele investidor, seja o nível que for, que acha que entra em uma companhia, botou o dinheiro dele só com capital financeiro e não entra com o capital intelectual, está morto. E ele tem que ajustar as regras de qual será o seu nível de participação também para não penalizar quem está tocando a operação”, alerta. “As pessoas acham que o dinheiro cresce sem esforço. Isso não existe e cada vez vai ser mais difícil que aconteça”, completa o empresário.

Leia mais: “Não existe crise, crise só existe na cabeça de quem não lê o mercado”, diz Sergio Bocayuva durante fórum do Gávea Angels *matéria em produção

O sucesso da Descomplica por Marco Fisbhen

O professor de física Marco Fisbhen, CEO da Descomplica – uma das empresas que recebeu investimentos do grupo Gávea Angels, explicou no fórum como foi a criação da plataforma de educação, que tem o conceito de que ‘aprender pode ser divertido, mas não quer dizer que seja fácil’.

Criada em 2010, a startup foi considerada a terceira empresa mais inovadora da América Latina, segundo o ranking da revista americana Fast Company, e a primeira do Brasil, estando à frente da Creditas, de crédito online, e Contabilizei, de contabilidade.

A plataforma é hoje reconhecida pelos cursos online preparatórios para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) – no ano passado, o Descomplica atraiu 32 milhões de visitantes únicos ao site, que possui um acervo de 30 mil vídeos. Para Fisbhen, a participação do Gávea na alavancagem do negócio foi fundamental para o sucesso alcançado hoje.

“O papel do Gávea é de um impacto enorme. O grupo foi o nosso primeiro investidor, com o Ernesto Weber e o Antônio Botelho, que impulsionaram e acreditaram no negócio e, sem dúvida nenhuma, todo o empreendedor precisa de alguém ali ao lado tomando o risco junto e colocando capital para fazer o negócio crescer”.

Leia mais: Marcos Fisbhen fala do sucesso da Descomplica, uma das startups investidas pelo Gávea Angels

Pitches

Apresentação O Amor é Simples

 

Os associados assistiram a três apresentações de startups que atuam em diferentes segmentos. A empreendedora Laís Ribeiro, uma das responsáveis pela fábrica de vestidos de noivas O Amor é Simples, abriu a rodada e mostrou dados da empresa, que em dois anos já conquistou mais de 70k fãs nas redes sociais (Facebook e Instagram) e que possui 30% das vendas realizadas por recomendação das próprias clientes. A startup tem a meta de ser a primeira lovemark do segmento no país.

 

 

 

Produttivo

 

 

Em seguida, Victor Serta exibiu o histórico da startup Produttivo, um aplicativo que oferece solução para aumentar a produtividade nas empresas e já possui clientes como DHL, Deloitte e Kroton.

 

 

 

 

Global Pipeline

 

Por último, Cristian Sandke falou da Global Pipeline, uma solução para sistematizar e agilizar processos de logística internacional. Como um profissional experiente no segmento de comércio internacional, o empreendedor identificou os problemas de comunicação que implicam em despesas adicionais para quem depende de importação e exportação. A meta é atender a clientes de diversos países.

 

 

 

 

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